Surgiu dentro da necessidade de uma contra reforma em reação ao protestanismo emergente (1517).
Obstáculos do Concílio:
1. Curia romana temia perder privilégios
2. Papa com medo de um conciliarismo
3. França - estava preocupada com o Imprério Romano Germânico (de Carlos Magno)
4. Os príncipes não queriam devolver seus bens conquistados
Em 1544 houve um acordo de paz entre o imperador Carlos Magno e o rei frances Francisco I.
O Papa Paulo III convoca um concílio para o ano seguinte em Trento com a Bula Laetare Jerusalém.
O concílio teve 3 etapas:
1) 1545 - 1547 - por medo de uma invasão de principes protestantes e as inerencias do Imperador, Paulo III suspende o concílio.
2) 1551 - 1552 - Papa Julio III reabre a assembléia. Compareceram delegados de tres príncipes de 6 cidades protestantes alemãs exigindo a anulação da sessão anterior e proclamação do conciliarismo. Novamente suspenso.
3) 1561 - 1563 - Papa Pio IV preocupado com o poder papal e a hierarquia dos bispos.
Temas tratados nestas sessões:
1) Escritura e tradição como fontes de fé
Pecado original e doutrina da justificação
Sacramentos: batismo e confirmação
Bispos, cardeais, abades e padres passam a ser obrigados a residir onde forem nomeados.
2) Sacramentos: Eucaristia, penitência e estrema unção
3) Eucaristia e Missa:
Fala sobre a comunhão em duas espécies
Proibição do uso da língua vernácula na liturgia
Confirmação da sacramentalidade e indissolubilidade do matrimônio
Cada diocese deve ter um seminário e selecionar melhor seus candidatos ao sacerdócio
Ficou determinado neste concílio também a autenticidade da tradução de São Jerônimo da Bíblia, chamada de Vulgata e a supremacia papal.
Os primeiros países que aceitaram imediatamente as resoluções tridentinas foram: Portugal, Espanha, Polônia e os estados italianos. A França ainda estava com lutas entre católicos e protestantes.