quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Características curiosas das idades

Adolescente 

·         O adolescente nesta etapa vive no seu mundo interior. Para conhecer a própria personalidade, as suas idéias e ideais, compara-se com o mundo dos outros.
·         Esta interiorização abarca também as esferas intelectuais, filosóficas e estéticas, enchendo a sua vida com estas teorias.
·         Adaptação progressiva aos núcleos sociais da família, escola e comunidade em geral.
·         O espírito de independência cresce rapidamente, mas é imaturo ainda e manifesta-se com brusquidão e agressividade.
·         Independência e liberdade são a sua constante exigência.
·         Opõe-se, portanto, a quem lhe pergunte sobre os seus assuntos, projetos, amigos com quem anda, ou a que se imiscuam na sua vida privada.
·         É capaz de albergar sentimentos de rancor, vingança e violência, embora de modo esporádico e sejam pouco duradoiros.
·         Manifesta uma grande preocupação por pormenores e gestos que observa na pessoa a quem imita e idealiza.
·         Interessa-lhe e procura conhecer a própria personalidade, mas é mais observador em relação à dos outros, tanto dentro como fora do núcleo familiar.
·         Aos 16 anos, o adolescente é já um pré-adulto, possui uma mente mais segura, porque está melhor ordenada e controlada.
·         Aos 15 anos, em geral, manifestam uma atitude hostil para com a escola, vão contra as exigências e normas rígidas.
·         Revoltam-se às vezes contra a autoridade, em geral, não individualmente mas em grupo.
·         Entre os 15 e os 16 anos, começam a se interessar novamente pelo estudo sempre que for interessante e vital para a sua experiência o conteúdo instrutivo,
·         No âmbito escolar, põem-se de manifesto certas diferenças individuais, acadêmicas e sociais, relacionadas com a capacidade de liderança, o talento e as atitudes intelectuais.
·         Deve-se aceitar a emancipação progressiva dos filhos, e inclusive favorecê-la, para ajudar-los a serem livres e a manifestarem-se como tais.
·         É muito inseguro, procura a orientação e o conselho de pessoas alheias à sua vida familiar; assim, os educadores encontram um campo propício para uma ação de formação mais profunda.
·         Às vezes convém tratá-lo com a mesma frieza ou indiferença com que se comporta, para que repare na sua própria atitude.
·         As formas mais extremas de desafio exigem um guia habilidoso, bem como prudência nas medidas de controle mais estritas que se pretendam utilizar.
·         Temos de passar a ser “observadores participantes” na vida dos adolescentes.
·         Devemos inculcar-lhes o respeito pelos pontos de vista alheios e o sentido da realidade.

A ESTÓRIA VPB

A ESTÓRIA VPB

Conta-se que certo caipira estava no seu trabalho rotineiro, num canavial, quando, de repente, viu brilhar três letras no céu: VPB.  Muito religioso, o caipira julgou que aquelas letras significavam: "Vai Pregar e Batizar".
Fiel à visão correu ao pastor de sua Igreja e contou-lhe o ocorrido, concluindo que gostaria de devotar o restante de sua vida à pregação do evangelho. O pastor, surpreso diante do relato, disse:

- Mas para pregar o evangelho, é preciso conhecer a Bíblia. Você conhece a Bíblia o bastante para sair pelo mundo pregando a sua mensagem?
- Claro que sim! - Disse o homem.
- E qual é a parte da Bíblia que você mais gosta e conhece?
- As parábolas de Jesus, principalmente a do bom samaritano.
- Então, conte-a! - Pede o pastor, querendo conhecer o grau de conhecimento bíblico do futuro pregador do evangelho. O caipira começa a falar:
- Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu entre os salteadores. E ele lhes disse: Varões irmãos, escutai-me: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. E entregou-lhes os seus bens, e a um deu cinco talentos, e a outro, dois, e a outro, um, a cada um segundo a sua capacidade.  
E partindo dali foi conduzido pelo Espírito ao deserto, e tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, teve fome, e os corvos alimento lhe traziam, pois alimentava-se de gafanhoto e mel silvestre.  E sucedeu que indo ele andando, eis que um carro de fogo o ocultou da vista de todos. A rainha de Sabá viu isso e disse: 'Não me contaram nem a metade'.
Depois disso, ele foi até a casa de Jezabel, a mãe dos filhos de Zebedeu, e disse: 'Tiveste cinco maridos, e o homem que agora tens, não é teu marido'. E olhando ao longe, viu a Zaqueu pendurado pelos cabelos numa árvore e disse: 'Desce daí, pois hoje almoçarei na tua casa'. Veio Dalila e cortou-lhe os cabelos, e os restos que sobraram foram doze cestos cheios para alimentar a multidão. Portanto, não andeis inquietos dizendo: 'Que comeremos?', pois o vosso Pai celestial sabe que necessitais de todas essas coisas.
 E todos os que o ouviram se admiraram da sua doutrina. "O caipira, entusiasmado, olhou para o pastor e perguntou: 

- E então, estou pronto para pregar o evangelho?
- Olha, meu filho , disse o pastor
- Eu acho que aquelas letras no céu não significavam: "Vai Pregar e Batizar". Antes, deveriam ser lidas: "Vai Plantar Batata".

Carta para meu catequista

“Eu tenho 12 anos, mas já sou capaz de pensar e exprimir. O recado que eu deixo, aqui, é direto para você, meu catequista. Não o conheço bem, mas sinto, pelo seu jeito, que posso em ti confiar. Por isso o meu recado está recheado de boas intenções, mas, como é próprio de qualquer jovem adolescente da minha idade, também tem um pouco de ameaça. Sou um adolescente imprevisível. Alguns me chamam até de “aborrescente”. Sei que você vai entender, leia com atenção este meu pedido. Não estou bem, ando meio confuso. Dizem que é normal acontecer isso na minha idade. Todos parecem saber tudo o que acontece na cabeça de alguém que tem 11, 12, 13 anos. Mas, ao mesmo tempo em que dão palpites e conselhos, também parecem não saber quase nada. Ninguém me ajuda e poucos me apóiam. Por isso, sei que posso confiar em si, meu catequista. Este recado que lhe deixo pode servir para muito outros jovens da minha idade e para muitos catequistas da sua idade. É um alerta que eu faço. Embora eu tenha pouca idade, leio bastante, domino a internet e quando quero, escrevo bastante.
Será que você pode me ajudar?
Talvez não acredite muito em mim por causa do que falam a respeito dos que têm a minha idade. Mas quero ser direto, sem rodeios, para início de conversa. Pesquisando num site sobre a juventude de hoje, encontrei esta frase de São João Calábria que me serviu de inspiração para lhe enviar esta carta: “eu sou de quem me conquistar”. A frase é forte, não é? Então, continue a ler o que escrevo abaixo.
Se não me der atenção, um pouco de carinho ou até mesmo um sorriso quando eu chego, posso ser conquistado pela desobediência e de si não gostar.
Eu sou de quem me conquistar. Se não me ensina a importância da oração e não reza comigo, como saberei rezar? Se me diz que Deus é vingativo, assustador e perverso, como poderei gostar dele?
Eu sou de quem me conquistar.
Se não me ensina o respeito, se não me dá atenção e comigo não dialoga, se não se interessas pela minha vida, posso ser conquistado a qualquer momento pelo desamor, pela inconstância e pelo mundo. É desses sentimentos que vou me aproximar.
Eu sou de quem me conquistar.
Se não tiver paciência com a minha inconstância, não andarei pelo caminho que você  me quer indicar. Teimosamente, seguirei um caminho oposto, pois é da minha índole ser assim. Sou jovem, muito jovem, adoro contrariar.
Eu sou de quem me conquistar.
Se se apresentas como meu catequista e não coloca em seus atos a alegria e se não sinto em você vontade, ânimo e crença naquilo que faz, não direi sim ao seu convite e como poderei, em si confiar?
Eu sou de quem me conquistar.
Se se nega a apresentar-me um Deus atraente, alegre, justo, ético, continuarei tentado a aceitar outros convites. Se não insiste comigo, as drogas, as bebidas, o cigarro, a violência, o sexo fácil, a indiferença e o consumismo irão insistir. Se não me conquista, serei, por certo, mais um a aumentar as estatísticas dos que se dizem “sem religião”.
Se reclama de mim e se recusa a enfrentar os desafios que se apresentam para esta conquista, agirei de forma a o afrontar. E se não for forte, resistente e confiante na sua missão, também tu desanimarás.
E sou de quem me conquistar. Conquiste-me. Pare de reclamar. Aprofunde seus conhecimentos, busque ajuda ao ajoelhar. Eu rezo pouco, mas vivo ouvindo de muitos adultos, assim como você meu catequista, o quanto é importante rezar. Mas pelo menos tente, queira conquistar-me. Você lida com pessoas, não tem como fugir disso. Por isso, tente, insista, prossiga nos seus desejos de conquista. Cause em mim uma boa impressão e lembre-se: não lhe darei uma segunda oportunidade de me causar uma primeira boa impressão.
Empenhe-se por mim, é o que eu peço. Eu valho a pena, preciso do seu ardor e da sua coragem. Não sou tão terrível assim. Quando eu estiver distraído, olhe para mim com amor e não com raiva. Quando eu não quiser rezar na hora em que você pede, tenha compaixão comigo e não me transforme num vilão. Se eu não fiz o trabalho que me pediu, peça de novo, insista. Se não o abracei, abrace-me você. Se meus pais não o procuram para conversar, procure-os. Eu preciso muito de alguém que mostre interesse por mim. Fale de mim aos meus pais. Talvez assim, eles percebam que eu existo.
Eu sou de quem me conquistar.
Não desista de mim. Eu quero tanto aprender um pouco mais daquilo que você se propõe a ensinar. Basta para isso, que você realmente queira me conquistar. ”
Assinado:
Um jovem catequizando

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Religião é como a mãe da gente

Religião é como a nossa mãe. Mesmo que não seja bonita, nós achamos que é, nós gostamos dela e não trocamos por nenhuma outra mãe de quem quer que seja.
Podemos não achar nossa mãe mais bonita do que a mãe dos outros, mas certamente achamos melhor para nós. Isso não quer dizer que a mãe dos outros não seja bonita, isso também não quer dizer que o outro não tenha o direito de elogiar a mãe dele.
Bem educados nós falamos bem de nossa mãe, elogiamos nossa mãe, gostamos dela mais do que de qualquer outra mãe, mas respeitamos, elogiamos e admiramos também os outros e as mães deles.
Só os mal educados falam mal da mãe de outro e ridicularizam o outro e a mãe do outro. Pessoas bem educadas arranjam um elogio bonito para mãe do outro.
Religião é como mãe. Se a gente tem uma, a gente não a troca por nenhuma outra. E, se o outro tem uma e gosta dela, a gente aplaude. Pessoas bem educadas sabem conviver com a sua própria mãe e com a mãe dos outros.
Pessoas bem educadas sabem conviver com a sua própria Igreja e com a Igreja dos outros. Só os fanáticos e mal educados gostam de falar mal da igreja do outro e de colocar a sua acima de qualquer outra Igreja. Só os mal educados e mal instruídos na fé não aceitam dialogar nem orar juntas. Só eles são contra o ecumenismo, mas, quem tem mãe sabe a importância de ser filho.
Amemos nossas Igrejas, mas, respeitamos as Igrejas dos outros, se quisermos de fatos ir para o céu.
Religião verdadeiramente vitoriosa, não é a que faz mais adeptos, mas a que sabe fazer mais caridade e respeitar a mãe dos outros.
Pe Zezinho.
(Heerdt, Mauri Luiz e Besen, José Artuino e De Coppi, Paulo “O UNIVERSO RELIGIOSO, Ed Mundo e Missão, 2005, pág 23-24)

NOSSO PAPO:

O autor do texto comunica algumas idéias importantes, destaque-as:
Voce está de acordo com estas idéias? Justifique seu posicionamento.
No sexto parágrafo, o autor escreve: “Eles são contra o ecumenismo!”, o que o autor quis nos dizer?

Características curiosas das idades

Pré adolescentes - 13 e 14 anos


·         Grande instabilidade, com paradoxox como: alegria-tristeza, responsabilidade-inconsciência, timidez-audácia, solidão-afeto, passando de umas a outras com grande facilidade.
·         Por isso manifesta em algumas ocasiões reações imprevisíveis.
·         Precisa de conselhos, mas foge deles. “Quase todos os adolescentes se revoltam contra as proibições da família, mostram-se ansiosos e indecisos, perturbados e com falta de confiança neles próprios, procuram a segurança que lhes dá o grupo de indivíduos da mesma idade , tendem ao esnobismo e a excluir os que não são membros do grupo. Anseiam pela aprovação daqueles que são mais velhos do que eles”.
·         A sua conduta mostra-se por vezes agressiva.
·         É pouco emocional com a família, mas sofre, no entanto, é efusivo (demonstração de afeto exagerado) com os amigos (conheceu ontem e já diz que o ama).
·         É altruísta e pode comprometer-se em mil objetivos diferentes (tende a querer ajudar a todo mundo ao mesmo tempo).
·         Adota atitudes extravagantes, é excêntrica no vestir; tudo isto são modos de chamar a atenção, juntamente com formas anti-sociais de conduta.
·         Precisa de motivação: convém procurar as mínimas ocasiões para lhe estimular o desenvolvimento espiritual, intelectual e emocional.
·         Convém fazê-lo sentir-se responsável, ainda que para o ser cometa erros e enganos. É a melhor idade para adquirir o sentido da responsabilidade.
·         Precisa de orientação ou direção: temos de lhe proporcionar meios adequados para satisfazer retamente as necessidades.
·         À luz da maturidade, perecem-nos claros e às vezes absurdos os seus problemas, porque os sabemos considerar objetivamente, coisa que o adolescente não consegue fazer. Daí a importância de nos pormos no seu lugar e de não julgarmos ou não compararmos os seus problemas aos nossos, sob o nosso ponto de vista, porque ao fazê-lo simplificamo-los e não os consideramos como os grandes problemas que são para ele.

Características curiosas das idades

9 a 12 anos

·         Possui grandes desejos de agradar aos outros.
·         Têm grande capacidade de proteção, projetada, especialmente em crianças mais pequenas (pode-se usar desta característica para auxilio em sala de catequisando menores).
·         A criança de 10 anos possui um grande poder de assimilação, gosta de memorizar, identificar ou reconhecer os fatos, fazer classificações, etc.; no entanto custa-lhe mais conceitualizar ou generalizar (ótimo momento de memorização de orações).
·         Sentem carinho pelos catequistas.
·         Gosta de discutir, mas não deixa que discutam com ela.
·         Tem um grande sentido de justiça e horror a mentira.
·         Supercrítica, tanto em relação a si, como aos outros, mas não sabe aceitar as críticas dos outros.
·         Gosta de escolher sozinha e assim, leva até o fim seu trabalho.
·         O catequista é uma figura importante na sua vida eclesial.
·          No entanto prefere os catequistas exigentes e que tenham sentido de humor.
·         Um catequista paciente, justo e simpático, não demasiado exigente, compreensivo, capaz de “tornar interessantes as coisas”, e inimigo de gritar, são qualidades que atraem uma criança nesta idade (entende melhor a substituição do “não pode” pelo “faça isso”)
·         Encontra-se nas primeiras etapas da adolescência.
·         Mostra-se menos insistente, mais razoável, mais companheiro dos seus, mais altruísta.
·         Não gosta que o considerem uma criança, tem um grande desejo de crescer.
·         Denota um grande avanço no seu pensamento conceitual quanto à preocupação pelo valor de termos como justiça, lei, vida, lealdade, delito, etc.
·         Possui um autêntico sentido do que é lógico.
·         É a idade ótima para o uso de material gráfico, e meios audiovisuais, o que é um meio eficaz para a sua educação e formação.
·         Havemos de manter um clima de alegria, autoridade e respeito à sua volta, fomentar a sua originalidade.

Características curiosas das idades

7 a 9 anos

·         Desenvolve-se nela o sentido ético (distinção entre o bem e o mal), já não só nela, mas também nos outros, sendo ótimo momento para introdução da moral cristã.
·         Concretiza e interioriza mais a sua estrutura de espaço e tempo.
·         Anseia por agradar; tem consideração pelos outros.
·         Quer responsabilidade, mas preocupa-se com a idéia de não poder portar-se corretamente.
·         É boa ouvinte; centrou a sua atenção pelo que está aberta a novos conhecimentos.
·         Precisa de uma palavra do professor para começar a mais simples tarefa.
·         Tem nos diversos grupos sociais, inclusive na Igreja, o mundo dos seus amigos.
·         É também importante o papel do catequista, que não substitui a mãe, mas deve reforçar o sentimento de segurança.
·         Pode assumir responsabilidades de acordo com as suas possibilidades.
·         Sente-se mais identificada com a família e necessita dela – porque esta exerce, sobre ela, uma influência preponderante.
·         É muito sensível e afetam-na os problemas, especialmente os que provêm da amizade, preocupando-se às vezes vários dias, se sente envolvida pelas Campanhas da Fraternidade.
·         Aos 9 anos, no entanto, possuem um grande sentido da retidão e da justiça.
·         As tarefas que vinha realizando até esta idade interessam-lhe menos, daí a necessidade de lhe dar novas responsabilidades de maior categoria.
·         Convém ter certas restrições quando realizam atividades, especialmente lúdicas, pois a sua propensão é não saber o momento de parar.
·         Às vezes basta um olhar para corrigir a sua atuação, mas trabalha melhor com estímulos e motivações (reforço positivo).
·         Convém ajudá-la, ainda, a organizar os seus tempos de ócio (atividades intra atividades).
·         Ler com elas é importante; nesta idade sentem mais satisfação escutando uma leitura, do que lendo, mas convém estimulá-la pelo gosto à leitura própria desta idade.