Adolescente
· O adolescente nesta etapa vive no seu mundo interior. Para conhecer a própria personalidade, as suas idéias e ideais, compara-se com o mundo dos outros.
· Esta interiorização abarca também as esferas intelectuais, filosóficas e estéticas, enchendo a sua vida com estas teorias.
· Adaptação progressiva aos núcleos sociais da família, escola e comunidade em geral.
· O espírito de independência cresce rapidamente, mas é imaturo ainda e manifesta-se com brusquidão e agressividade.
· Independência e liberdade são a sua constante exigência.
· Opõe-se, portanto, a quem lhe pergunte sobre os seus assuntos, projetos, amigos com quem anda, ou a que se imiscuam na sua vida privada.
· É capaz de albergar sentimentos de rancor, vingança e violência, embora de modo esporádico e sejam pouco duradoiros.
· Manifesta uma grande preocupação por pormenores e gestos que observa na pessoa a quem imita e idealiza.
· Interessa-lhe e procura conhecer a própria personalidade, mas é mais observador em relação à dos outros, tanto dentro como fora do núcleo familiar.
· Aos 16 anos, o adolescente é já um pré-adulto, possui uma mente mais segura, porque está melhor ordenada e controlada.
· Aos 15 anos, em geral, manifestam uma atitude hostil para com a escola, vão contra as exigências e normas rígidas.
· Revoltam-se às vezes contra a autoridade, em geral, não individualmente mas em grupo.
· Entre os 15 e os 16 anos, começam a se interessar novamente pelo estudo sempre que for interessante e vital para a sua experiência o conteúdo instrutivo,
· No âmbito escolar, põem-se de manifesto certas diferenças individuais, acadêmicas e sociais, relacionadas com a capacidade de liderança, o talento e as atitudes intelectuais.
· Deve-se aceitar a emancipação progressiva dos filhos, e inclusive favorecê-la, para ajudar-los a serem livres e a manifestarem-se como tais.
· É muito inseguro, procura a orientação e o conselho de pessoas alheias à sua vida familiar; assim, os educadores encontram um campo propício para uma ação de formação mais profunda.
· Às vezes convém tratá-lo com a mesma frieza ou indiferença com que se comporta, para que repare na sua própria atitude.
· As formas mais extremas de desafio exigem um guia habilidoso, bem como prudência nas medidas de controle mais estritas que se pretendam utilizar.
· Temos de passar a ser “observadores participantes” na vida dos adolescentes.
· Devemos inculcar-lhes o respeito pelos pontos de vista alheios e o sentido da realidade.